doce aroma
a terra de chuva
a infância longínqua
a beijos molhados
na ternura imensa
da chuva fugaz
arranco pedaços
da menina que fui
esta chuva
que hoje espreita
salpica-me a calma clara
de um sonho feliz
de ser mulher
de amar
de poder ser!
fecho os olhos.
deixo que me invada
a inocência perdida
e a chuva de outrora
que agora me visita
arrasta o tempo
a passos de menina
quinta-feira, 1 de março de 2012
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