mexes com as memóriasque respiram ainda
no meu corpo
moribundas
perturbas os resquícios
feitos de pó de terra
mortos em cinzas
quase enterrados
regas as trémulas
flores do estremecimento
com música
em forma de
suspiro
e as ervas
que em agonia
balanceiam
meu arrepio
erguer-se-ão
no frondoso desejo
de que nossos corpos
se voltem a falar
na noite
a rabiscar poesia
na madrugada
certos de que com a manhã
chegará nada mais
que o que resta da loucura

Sem comentários:
Enviar um comentário