trago-te comigo na pele
em cada sucalco enrugado
em cada respirar vagaroso de tempo
e o tempo?!
esse que teima
em queimar-nos a vida
os sorrisos e as gargagalhadas
esse que esquece
que tu e eu, meu amor,
somos o tempo e o espaço
somos desejo desvairado e louco
somos a voz que amanhece na tarde da vida
somos a corrente de seiva
que navega neste chão que contigo piso
quero-te ainda
a pele, o cheiro, os dedos
quero encontrar-me dentro
do teu corpo
para depois me perder nos
teus cabelos de neve
e em escorregados e ofegantes suspiros
terminar a noite com minha boca em teu peito
esta estrada que percorremos, amor,
é o caminho que sempre quis fazer
desde a madrugada da vida
ao anoitecer em teus braços
trago-te comigo na pele
a cada dia que passa
e a cada passo
trago-te comigo na pele
até que o tempo se despeça
de cansaço
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
poema 2 - escrever um poema que tenha a frase "sou do tamanho de todo o mundo"
em cada respirar vagaroso de tempo
e o tempo?!
esse que teima
em queimar-nos a vida
os sorrisos e as gargagalhadas
esse que esquece
que tu e eu, meu amor,
somos o tempo e o espaço
somos desejo desvairado e louco
somos a voz que amanhece na tarde da vida
somos a corrente de seiva
que navega neste chão que contigo piso
quero-te ainda
a pele, o cheiro, os dedos
quero encontrar-me dentro
do teu corpo
para depois me perder nos
teus cabelos de neve
e em escorregados e ofegantes suspiros
terminar a noite com minha boca em teu peito
esta estrada que percorremos, amor,
é o caminho que sempre quis fazer
desde a madrugada da vida
ao anoitecer em teus braços
trago-te comigo na pele
a cada dia que passa
e a cada passo
trago-te comigo na pele
até que o tempo se despeça
de cansaço
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poema 2 - escrever um poema que tenha a frase "sou do tamanho de todo o mundo"
procuras
a nudez que me cobre
sem saberes
quem sou
queres raspar
e rasgar a pele
da minha alma
sem me olhares nos olhos
enrodilhar
as pernas
com que caminho
na tua direcção
em redor
da robustez
da tua carne
constróis no corpo
em que existo
o teu porto seguro
de fugas que não compreendes
e não entendes
que me reduzes
ao momento
não vês
a voz
que te grita e queima
sossegas depois
teu beijo na minha boca
escrevendo
o fim de tarde
que me termina
mas hoje não
hoje
não te dou
nem um pedaço de mim
não me dispo
não me deito
não grito
teu nome
em ofegantes orgasmos
hoje despeço a tua pele
a tua mão
o teu rosto
para ser
para existir
só em mim
hoje descobri
que eu
não sou só corpo
nem só tua
descobri a mulher
que vive e respira vida
que descasca a máscara
e pisa o chão do arco-íris
hoje descobri
que sou eu
e vou bradar aos quatro ventos
sou do tamanho de todo o mundo
a nudez que me cobre
sem saberes
quem sou
queres raspar
e rasgar a pele
da minha alma
sem me olhares nos olhos
enrodilhar
as pernas
com que caminho
na tua direcção
em redor
da robustez
da tua carne
constróis no corpo
em que existo
o teu porto seguro
de fugas que não compreendes
e não entendes
que me reduzes
ao momento
não vês
a voz
que te grita e queima
sossegas depois
teu beijo na minha boca
escrevendo
o fim de tarde
que me termina
mas hoje não
hoje
não te dou
nem um pedaço de mim
não me dispo
não me deito
não grito
teu nome
em ofegantes orgasmos
hoje despeço a tua pele
a tua mão
o teu rosto
para ser
para existir
só em mim
hoje descobri
que eu
não sou só corpo
nem só tua
descobri a mulher
que vive e respira vida
que descasca a máscara
e pisa o chão do arco-íris
hoje descobri
que sou eu
e vou bradar aos quatro ventos
sou do tamanho de todo o mundo
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