adormeci sem saber
ao colo da poesia
fiz da manhã
uma cantiga de embalar
embalada
perdi-me da noite vazia
esvaziada de sons
que não toca ninguém
e ninguém sabe
a dor que me corrói
que me afoga nas veias
um tormento sem fim
e sem fim é a alma
fugida de mim
que se esconde
em veludo de
pedras vazias
e vazio é o som
que azul, afinal,
me acorda de um sal
feito mar e rouxinol
terça-feira, 18 de maio de 2010
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