solto a minha mão
nas folhas nuas
de branco luz
são negras penas
pintadas de noite
anjos maléficos
de asas sem fim
escorrem-me
as palavras
entre os dedos
perdidos
da minha alma
por entre
os arrepios
da carne
e a sede
de uma madrugada azul
derrete-se-me a angústia
para o papel
estrada de pedras soltas
que percorro aos tropeções
caminho descalça
pela vida
e o que sou esvai-se
nas feridas abertas
que brotam
deste meu caminhar
segunda-feira, 11 de julho de 2011
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