segunda-feira, 4 de julho de 2011

o nosso alfabeto

rasga-me a pele
letra a letra

soletra
na ponta dos dedos
o suspiro de sílabas
que me foge
da boca entreaberta

permite-me que te escreva
branco no preto
o que a minha alma dita
desejosa

sê o meu caderno
a minha folha negra despida

derramarei beijos brancos
palavras que inventamos
a dois
pedaços do tempo
que corrigimos
num alfabeto que é só meu e teu!

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