quarta-feira, 23 de novembro de 2011

não entendo
esta sede de poesia na pele
porque não sou o que sou?
corpo vazio
nada mais...

não entendo este
querer ser mais
mais alfabeto
mais arrepio
mais rima
de soneto decassilábico...

confunde-me
o estremecer da alma
quando o verso
da minha vida
se perde no vazio

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