sábado, 17 de maio de 2014

há uma certa magia
um tanto inexplicável
a roçar o indizível
numa madrugada
musicada
pelo vento morno
que nos foge da alma

abrimos os braços
e ele sai de nós
baila incansável
por entre as horas
nocturnas

uma espécie de noctívago
em fuga
um grito mudo de silêncio
onde tudo nos pertence
onde tudo é nós

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