sábado, 18 de abril de 2015

este corpo que consomes
é meu
murmuras manhãs
gemes suspiros
indefinidos
como música
perdida pelo ar

sussurras baixinho
os teus ais e uis
suspiras!
suspiras para o meu corpo

e eu deixo-te vir
deixo que me devores
e me arranhes
os sentidos
até à alma

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