terça-feira, 22 de julho de 2014

somos feitos
de efemeridade

eu disse,
lembras-te?

somos feitos
de uma ténue
insanidade
que despeja
em nós
um quê
de humanidade

recordas-te
que falávamos disso?

somos feitos
da esporádica
vontade
de nos deixarmos
nos braços
um do outro
do desejo
da carne
da voz
da luxúria
temporária

tenho mesmo
de te avivar
a memória?

eu contei-te
minha querida
da minha efemeridade
da minha rápida
existência
nos breves momentos
em que fomos

não me mostres
as tuas lágrimas
não serei capaz
de as suportar

Sem comentários: