somos feitos
de efemeridade
eu disse,
lembras-te?
somos feitos
de uma ténue
insanidade
que despeja
em nós
um quê
de humanidade
recordas-te
que falávamos disso?
somos feitos
da esporádica
vontade
de nos deixarmos
nos braços
um do outro
do desejo
da carne
da voz
da luxúria
temporária
tenho mesmo
de te avivar
a memória?
eu contei-te
minha querida
da minha efemeridade
da minha rápida
existência
nos breves momentos
em que fomos
não me mostres
as tuas lágrimas
não serei capaz
de as suportar
terça-feira, 22 de julho de 2014
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