terça-feira, 15 de maio de 2012

o tempo

vieste de novo
em beijos fugidios
em abraços desejosos
em encostar
de corpos fugaz
e intenso
inventando
minutos
na tarde
que não nos pertence

vieste de novo
em adquirido
desejo
pelos anos
sem espaço
para o amanhã

disseste-me
lábios
mãos e pele
e as horas
ficaram entre nós
a navegar
arrepios
a suspirar
suor

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