que fiz eu
quando te dei meu corpo
quando respirei
contigo o meu orgasmo?
que pedaço de tempo
do meu arrepio
te entreguei
tão gratuitamente?
que quis eu
provar
ao anular parte
da minha existência
com um toque de normalidade?
e assim morro
um pouco mais hoje
assim me transformo
em prosa banal
assim me afasto
da poesia dos dias
me arremesso
de encontro à vulgaridade
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
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