foste a eternidade
que durou um segundo
minutos soltos
num dia
em que as horas
voavam sem fim
e eu continuei
nesse segundo
que já eterno
não era
por pertencer
ao passado
segundo anterior
morri por dentro eu
matei-me de sede
e de fome
saciada que
estava de ti
agora é o momento
a que pertence o
silêncio
é ele o tempo
e todo o espaço
que fomos
e hoje luto
para te fazer o luto
luto por um choro
que me sufoque
mas não de ti
domingo, 15 de março de 2015
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