sexta-feira, 10 de julho de 2009

calmo entardecer

bebo do entardecer a calma
que me acolhe silenciosa
e da minha pele
reclamas o cheiro e o suor

tenho-te nas veias
sangue de primavera
perfumada
banho de chuva
delicada
na tarde cinzenta
demorada

e a estrela nocturna
que chega atrasada
dorme no meu peito
e no teu
morre incendiada

do que a vida
traz pela mão
recolho a minha dor,
o meu cansaço

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